EMPREENDA: A HISTÓRIA SOBRE COMO COMECEI!

28 de setembro de 2015

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Passada a Semana do Empreendedor do Sebrae aqui em Cuiabrasa, eu não poderia deixar essa segunda-feira passar sem resoluções, sem reflexões, sem impulsionar a mim e a vocês, a começarmos um novo projeto, darmos continuidade a projetos antigos, e termos em nossas mãos o domínio de nossos próprios destinos!
Eu palestrei no Painel, O PODER DAS REDES SOCIAIS, que para mim, foi de grande importância, pois pude refletir sobre o real significado que a internet, o blog e as Redes Sociais tiveram na minha vida, nos últimos 6 anos.
Eu comecei a blogar, há 6 anos atrás, quando este universo de Internet, era muito diferente de hoje. Sem saber, eu já estava ensaiando o trabalho com Redes Sociais desde o tempo do Orkut, pois naquela época, de 2004 à 2009, eu já divulgava meu trabalho como proprietária de uma loja de Varejo de Moda.
Através do Orkut, eu me conectava com as minhas clientes, com as mulheres da minha cidade, e potenciais clientes. Além de ensaiar meus primeiros #PensamentosdaMaysa muito antes das hashtags nascerem…
O blog surgiu por acaso, depois que conheci o Blog da Mariah, através de uma reportagem na revista Vogue. Naquele dia, me sentei ao computador, e li o blog inteiro, daquela menina de Araçatuba, que falava sobre Moda, Viagens, e Estilo de Vida…
Resolvi que queria fazer aquilo, não tinha idéia por onde começar… Fui lendo os blogs que ela indicava em seu Blogroll, fui vendo formas diferentes de expressar experiências, e me apaixonei intensamente por este universo.
Entrei no Youtube, e comecei a assistir todos os tutoriais sobre “Como criar um blog”, muitos falavam de códigos de programação, de plataformas, de coisas que eu nunca tinha ouvido falar. Perdi, ou melhor, ganhei madrugadas aprendendo.
Criei o Mala com Rodinha no antigo Blogspot, hoje Blogger, do Google. Layout e “programação” gratuitos, feitos por mim. Tudo isso porque descobri que cobravam cerca de R$10.000 para este projeto acontecer, tudo isso entre criar a logomarca, o design, e a programação. Não que eu pense que não valha o investimento, mas o fato, é que eu não tinha esse dinheiro naquela época, e queria por tudo, colocar meu blog no ar!
Então investi tempo e muita vontade! Coloquei o blog no ar, em um mundo em que nasciam 1200 blogs por dia, em que 10 milhões de pessoas se interessavam por blogs no Brasil, em que 70 milhões de blogs habitavam a blogosfera mundial, em que 90% das pessoas do meu universo, nem sabiam o que era um blog.
Rapidamente o Facebook ganhou a paixão dos brasileiros, descobri que haviam outros bloggers em Cuiabrasa, e que muitos deles eram super bacanas, como o Cinderela de Papel, feito por uma menina de 16 anos (à época) a Marina Pontes, que escrevia maravilhas, e que infelizmente veio a falecer de meningite, aos 18 aninhos… Sinto saudades das palavras daquela anja!
Enfim, o Mala com Rodinha foi crescendo, ganhando a comunidade, ajudando muita gente a se apaixonar por Moda, por viagens, pela vida…
Um ano depois, eu bati a marca de 1000 acessos por dia, resolvi contar para a minha família que eu queria ser Blogueira de profissão. Logo depois, vendi a minha loja, que tinha 8 anos de vida, para me dedicar exclusivamente ao blog.
Estudei “Direito” para aprender a fazer o contrato de parceria com as empresas que começaram a me procurar. Desenvolvi um plano de negócios para o blog, porque eu precisava ter um “salário”, que suprisse os meus ganhos da época de empresária.
Hoje, 6 anos depois, tenho parceiros que estão comigo há quase 5 anos, que fomentam meu trabalho, e que tiveram suas empresas impactadas positivamente por minha divulgação. Tenho leitoras amigas, que se desenvolveram também com a ajuda do Mala com Rodinha. 
No dia que o Blog atingiu a marca de 100.000 acessos por mês, em maio de 2013, eu senti que aqueles 3 anos de dedicação tinham valido muito a pena! E hoje, depois de tudo o que aprendi, e vivi, tenho certeza que minha coragem e empenho, foram muito mais decisórias, que qualquer talento.
O que eu quero dizer com tudo isso aqui?
Não existe pessoa sem talento! Existem pessoas sem vontade o suficiente para descobri-los e desenvolve-los! É muito mais fácil sentar no sofá, e reclamar do azar. Difícil é arregaçar as mangas, abrir mão dos tempos de lazer para estudar, para assistir palestras, fazer cursos, ler, ler, ler…
Mas para quem não tem preguiça de correr atrás, existe um caminho chamado EMPREENDEDORISMO! Todo mundo pode empreender, todo mundo por vencer, e que fique claro que neste caminho, conta muito mais a transpiração que a inspiração.
Portanto, se você está pensando em começar: Um blog, um negócio, uma carreira, uma vida nova… Saiba que hoje é muito mais fácil que ontem! As informações estão à distância de um click. Tem muito curso online, e-book, e blogs com verdadeiras lições disponíveis, muuuitas vezes gratuitas. E você tem grandes chances de dar certo, se tiver vontade, fizer com paixão, aprender com seus erros, e nunca desistir de chegar lá! 
Vamos lá? “Dominar” o mundo, começando nesta segundona de resoluções?!?
Para ler os outros PENSAMENTOS DA MAYSA, acesse (aqui).
Bjo bjo bjo!


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PENSAMENTOS DA MAYSA: SÓ AS MÃES SÃO FELIZES?

4 de setembro de 2015

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Eu sei que hoje é sexta, venho eu com um PENSAMENTO super profundo, e tenho certeza: polêmico! Mas essas palavras me saltam o peito, e se um blog nada mais é que um espaço para dividir dicas, descobertas, truques e reflexões, sinto que devo usá-lo instintivamente para despertar o pensar em todas vocês!
Estou re-lendo o livro Só as Mães são felizes, escrito por Regina Echeverria, através de um longo e verdadeiro depoimento de Lucinha Araujo, mãe de Cazuza. Quando li a primeira vez, eu já era mãe da Duda, com 7 meses, tinha 24 anos e a menor idéia do que de fato seria a maternidade.
Achei o livro emocionante, porque sempre fui fã de Cazuza, e li querendo saber mais sobre ele… Parecia que os sentimentos da mãe, me passaram um tanto despercebidos.
Hoje relendo, diria a todas as mães, independente de suas convicções, religiões, conceitos e pré-conceitos: Leiam! Percebam o quanto apesar de nossas melhores intenções, nossos filhos são seres independentes de nós, que cortado o cordão umbilical, desligados da amamentação, dados os primeiros passos, levarão seus tombos, escolherão seus caminhos, por mais que sempre estejamos perto, tentando protegê-los.
Cazuza foi filho único, criado na primeira infância com rigidez militar, empenho e dedicação de uma mãe que só queria que seu filho tivesse o melhor futuro. Exigente, Lucinha impunha horários de estudo, acompanhava de perto, ensinava, cobrava, repreendia, batia (naquela época era normal criança apanhar), e assim foi até que ele completasse 10 anos…
Na adolescência Cazuza se rebelou, começou a matar aula, ficar de recuperação, falar que ia para escola e sumir, se vestir de forma inadequada aos padrões maternos, “fugir” da mãe, se aproximar do pai, de forma conveniente, revelando-lhe apenas o lado bom… Como se os “surtos” da mãe, fossem exageros, descompensados.
Toda mãe pensa: Onde foi que eu errei??? Mas será que de fato errou? Será que embora tracemos um padrão de vida conveniente, brilhante, fantástico para nossos filhos, não tenhamos que respeitar seus “destinos”, sua cruzes, suas encruzilhadas?
Hoje eu tenho uma pequena adolescente em casa, quase 12 anos, como ela diz. Fui bastante rígida com ela, segui padrões Içami Tiba de educação, li todos os livros do mestre. Coloquei no Ballet, Kumon, levei à missa, deixei de castigo, repreendi, estimulei… Mas senti que precisava mudar um pouco a conduta, para que ela continuasse minha “amiga”.
Agora ela me conta que seu coração pulsa pelo amiguinho tal, e minha vontade é falar: “Pára com isso menina! Você ainda é criança!” Mas eu engulo seco, faço a tática da mãe-moderna-amiga, e pergunto com naturalidade sobre este pulsar de coração. E ela me conta tudo (eu acho), me diz que só quer namorar com 13 anos (eu penso, ufa!), que agora prefere guardar seus sentimentos em segredo. Conta também que algumas amiguinhas já beijaram, que as mães não sabem, e que ela acha cedo (ufa! De novo!). Onde foi que acertei? Será que acertei?
Lendo “Só as mães são felizes”, caio na real, que foi com 12 anos que grande parte das escolhas aconteceram na minha vida. Meu primeiro beijo, as primeiras dores no coração, a primeira vez que me ofereceram cigarro, bebida, e outros perigos. Sei lá como foi que meus pais acertaram, para que dali pra frente, eu soubesse escolher caminhos que não me colocassem em uma fria!
Cazuza, fumou maconha, aprendeu a tomar Whisky, virou Hippie de Boutique, “rebelde sem calça”, como ele mesmo dizia. Deu tantas dores de cabeça à Lucinha, e demonstrava interesse zero por qualquer profissão que fosse. Frustrada, perdida, sem rumo, aquela mãe lutava sem desistir, para que seu filho único descobrisse um Dom, uma aptidão, sua missão no mundo. Todos temos uma!
Meio que por acaso, após idas e vindas, um dia Cazuza entrou para o teatro, e ali fez um musical, que o revelou cantor… Lucinha sempre na platéia, no sofá, à espera… Brigando, aplaudindo, lutando sem cansar por aquele filho que podia dar em nada, mas que ainda podia dar certo. Só as mães são felizes? Sim! E não!
O Cazuza cantor caiu de paraquedas em um conjunto (hoje a gente fala banda) pronto, chamado Barão Vermelho, isso era em meados de 1981! Pronto, parecia mágica, que aquele grupo de garagem, meio tosco de início, começou a escrever história na música brasileira. E Cazuza, descobriu seu Dom, transformar a vida em poesia! Um letrista rebuscado que começou falando de amores frustrados e terminou instigando o jovem nacional se posicionar!
Ideologia! Precisamos, queremos, devemos, ter uma para viver! Brasil, que forte, o menino de Lucinha conseguiu falar com o BRASIL, e exigir-lhe postura, decência, pulso firme, para mostrar a sua cara… Então 25 anos após a sua morte, Cazuza faz o maior sentido! Todo sentido! e deixou páginas e páginas de palavras “mágicas”, que embalaram amores, fizeram fundo às dores, e que impulsionam nosso pensamento crítico, como se tivessem sido escritas ontem a noite, logo após as notícias do Jornal Nacional!
Lucinha diz que foi muito feliz, ao ser tiete número 1 de seu filho, que apesar dos porres, e das loucuras, ele foi de fato muito próximo, muito carinhoso e muito grato em seus 10 últimos anos de vida. Ele foi o melhor amigo de seus pais, e vice-versa, ele foi transparente, sincero, provocou dores, mas provocou amores, flores…
Na platéia ela assistiu Cazuza existir, e no fim teve que vê-lo partir… Devagar, com dor, com sofrimento… Logo agora, depois que o menino virou homem-artista-respeitado-aclamado… Logo agora que ele sabia que queria lutar por um país melhor, logo agora que ele tinha em seus pais, uma proximidade sem barreiras ou bloqueios…
E com 32 anos, em casa, fraco, debilitado ao último grau, ele se foi! Fechou os olhos de vez, e se despediu daquela mãe que tanto o amou! Daquele pai que se apaixonou pelo filho, que se tornou seu grande amigo… Nossa, que dor!
Hoje, eu, Maysa, mãe de uma menina de 11 e um menino de 5, sinto meu peito apertar de dor, quando leio as palavras de Lucinha… Mas sou grata por tudo que ela me revelou, de forma tão verdadeira, e transparente, neste comovente depoimento.
Pouco tempo depois de sua morte nasceu a SOCIEDADE VIVA CAZUZA, que abriga crianças portadoras do HIV, ajudando-lhes a ter tratamento adequado e uma chance na vida. Um dia, sentada no escritório da Sociedade, Lucinha, se pegou chorando de saudade… Sua dor foi interrompida pelo barulho das gargalhadas da criançada no pátio. Ela olhou pela janela, e sentiu um alívio inexplicável no peito. Tinha um pouquinho de Cazuza, em cada criança que corria ali. Foi sua obra, foi sua história, foi sua coragem em vir a público, dizer: “Eu tenho HIV”, que fez com que tudo aquilo ali fosse possível…
Lucinha há mais de 20 anos, é “mãe” de cerca de 140 pequenos Cazuzas, abrigados pela Sociedade Viva Cazuza, para que possam crescer com tratamento médico, educação e dignidade. Dali saem para mundo jovens que tiveram uma chance na vida, de construir uma história diferente daquela que nasceram “fadados” à viver!
Para mim, o desejo de que eu possa conduzir a vida dos meus filhos por um caminho do qual eu me orgulhe. Que eu saiba respeitá-los em suas individualidades, que eu não os perca para vida, e nem os sufoque, que eu seja sempre a casa para onde eles retornem, e que Deus me permita entender os dissabores, e aproveitar as flores…
Bjo bjo bjo de Mamãe, Maysa! 


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PENSAMENTOS DA MAYSA: Um Beijo!

20 de fevereiro de 2015

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Um beijo gigante para a infância de outrora! Para aquele tempo sem plugs e versões novas de gadgets e aplicativos… Um beijo para quem brincava no quintal da vó, para quem tomava banho de mangueira, chupava cana no sítio do avô!!! Um beijo para quem comia gemada, não tinha medo de vitamina de abacate, subia no pé de seriguela, e fazia careta com o azedinho doce daquela conquista… 
 
Um Beijo para quem balançava na rede com toda a velocidade, para quem tinha medo de comer manga e tomar leite… Para quem sentava em baixo do pé de amora e só saía com o dedo roxo, e o estômago feliz! Um beijo para quem pedia benção, escutava história de espírito em volta da fogueira, e sabia que se brincasse com fogo, iria fatalmente fazer xixi na cama… 
 
Um beijo para quem falava sem parar, falava sem pensar, cantava sem cessar… Para quem era espontâneo, para quem era engraçado, para quem corria descalço, para quem pedia licença, para quem lambia a panela do bolo, para quem comia nega maluca ainda quente e nem ligava para a dor de barriga… 
 
Um beijo para quem sonhava em crescer, trabalhar bastante e ser gente decente que nem o pai! Um beijo para quem não se perdeu no filtro, na pose, no título… Para quem não faz tipo, nem se afoga no limbo digital, que disfarça o caos da vida real, que já não tem a melodia singela e sincera do passado não tão distante, quando o mundo era a rua, o bairro, o colégio, a vizinhança… 
 
Agora perdeu-se a fronteira, o referencial deu bobeira, e a gente não sabe mais para quem um beijo, se pode enviar! Então eu envio ao vento, um beijo de discernimento, para quem deseja, de verdade, se resgatar! E botar a cara a tapa pra dizer que tem defeitos, que é normal, que a vida não é sempre sensacional e que é exatamente a nossa pequenez que nos faz gigantes através do AMOR! O amor à DEUS, aos nossos, ao que não está necessariamente ao alcance do olhar fulgaz dos observadores digitais! Um beijo para quem ainda vive!!! 
 
Maysa Leão


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