O AUTORRETRATO

29 de dezembro de 2013

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O termo #SELFIE que significa, Você mesmo, cresceu mais de 1000% neste ano de 2013! A voz da “geração EU”, falando alto. Mas e nós, que somos Baby Boomers, X, Y??? Como nos sentimos diante do autorretrato? O que pensamos a respeito deste “eu superior”, que tornou-se o “Sol” de muitos sistemas solares particulares?
À parte os exageros, eu acredito que Narciso acabou nos instigando a fugir de nós mesmos. “Páre de ser convencida menina!” “É feio ficar ressaltando suas qualidades assim!” Não que meu mundo gire em torno do meu precioso umbigo, mas em 2013 eu aprendi a olhar mais para mim. 
Antes de começar o blog, eu odiava tirar fotos de câmeras alheias, por incrível que pareça, não sou fotogênica. Demorei a descobrir meus melhores ângulos, até hoje, tenho medo de câmeras “escondidas” e de-tes-to foto espontânea, porque nunca saio bem. Comecei a fazer as tais #Selfie, ou seja fotos de mim mesma, e fui descobrindo truques para ficar mais bonita, literalmente: Bem na foto.
É gostoso olhar para si, interna e externamente. Descobrir suas qualidades, aprender a mascarar os defeitos, dar risada de si mesma, e perder o medo do ridículo. Porque ridículo mesmo é reprimir-se! Não dançar aquela música divertida, só porque não é “cult”, não gargalhar, não brincar, não chorar, não desabafar…
Meu nariz é pequeno, meu olho some quando eu rio escancaradamente, meu queixo é para dentro, meu rosto é oval, minha testa é grande, eu tenho um “biquinho” na boca que vive descascando, meu cabelo é ralo, minha sobrancelha é falha, meu cílio é branco, eu tenho rugas de expressão na testa, meus dentes são pequenos… Affffff!!! Que pavor desta pessoa! Hahaha!
A verdade é que se você olhar minhas fotos no início do post não verá nada disso, sabe por quê? Simplesmente porque eu aprendi a ressaltar o que há de melhor em mim. O aprendizado começou com treino, técnico mesmo: muitas fotos diante do espelho. Longe dos olhos dos outros, pois eles sempre criticam quem faz isso. Aquela velha história de Narciso, que nos fez ter trauma de amor próprio. Depois que aprendi meus melhores ângulos, cheguei a conclusão de que sempre posso conseguir o melhor de mim, na fotografia e na VIDA!
Tenho enfrentado meus medos, inclusive o de falar em público (pasmem, eu suava frio na faculdade, na hora de apresentar trabalhos). Agora vivo fazendo discursos! Hahaha!!! Me cuido, me protejo, aprendi a dizer não (é libertador), e entendi que aquele alerta dos procedimentos de segurança no avião, é a mais pura verdade: “Coloque a sua máscara primeiro, e só então ajude quem precisa”.
Se você estiver bem, será mais fácil ajudar os outros. Se estiver feliz, com certeza vai irradiar felicidade, se parar de colocar rótulos nas coisas, vai se sentir livre! Libertar-se é uma das maiores conquistas da vida, porque livres de amarras podemos aprender que é possível malhar sem ser neurótico, alimentar-se de forma saudável, e de vez em quando cair de boca no brigadeiro de panela que só aquela amiga sabe fazer. Produzir look do dia para si, sem medo da futilidade-utilidade-necessidade-de-ser-intelectual-da-coisa. Quando você se liberta, tem vontade de ler, viajar, beijar, ouvir música, dançar, nadar, abraçar e compartilhar tudo aquilo que te faz bem, que te faz FELIZ!
Em 2014, entre na onda do #SELFIE, descubra o que há de melhor em você, se cuide, pense a respeito dos seus sonhos, seus desejos, suas vontades. Mais leve, mais feliz, você vai contagiar todos que tiverem o privilégio de viverem no seu mundo.
Bjo bjo bjo e que venha o novo tempo!


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PENSAMENTO DE NATAL

26 de dezembro de 2013

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Eu gosto muito de ciclos: começo-meio-fim. Os ciclos nos obrigam a começar, a ter foco nos objetivos, e finalizar as coisas. Mesmo que o fim não seja propriamente um encerramento, podemos fazer um balanço de tudo, analisar o que deu certo, repensar aquilo que não saiu exatamente como gostaríamos, e nos prepararmos para um novo tempo, que logo vai começar.
O Natal para mim, é a festa de encerramento, mas uma festa que na verdade celebra muito mais a chance de recomeçar, do que a necessidade de ter realizado algo com sucesso. O nascimento de JESUS CRISTO, o símbolo do amor maior, os exemplos, os sentimentos que se afloram…
Pode-se ver o Natal por zilhões de perspectivas, podemos lembrar que antigamente a família era mais unida, que os brinquedos eram mais baratos, que a ceia na casa da avó era mais simples, porém muito mais divertida… Podemos passar o Natal “na garrafa”, lamentando saudade, e relembrando sonhos não realizados.
Ou simplesmente podemos escolher edificar o AMOR SUBLIME! Podemos agradecer por 2 pernas, 2 braços, nossos pares de olhos e ouvidos, sem querer ser pedante, mas se você tem tudo isso funcionando, perdoe-me: Você tem muito o que agradecer!
Eu adoro Papai Noel, mesmo os bons velhinhos do Shopping. Eu abraço, faço pedido, agradeço, nem que seja para incentivar meus filhos a distribuírem carinho. Eu como peru, tender, farofa, chocotone (o panetone que me desculpe, mas tive que me render à sua versão acrescida de cho-co-la-te).
No Natal eu me arrumo, canto “Noite Felizz”, passo batom e visto uma linda roupa para ficar na sala de casa, até mesmo no quintal. Estou bonita para que meu coração se alegre, para que meu espírito se encha de luz, para que o ciclo se feche com entusiasmo, para que eu contagie quem está à minha volta.
Porque “a nossa vida é a soma de nossas escolhas”, eu li isso em algum lugar, e refletindo sobre essa frase, cheguei à conclusão de que é simples assim. Nossas escolhas verdadeiras requerem renúncias, disciplina, foco, e que mais à frente trazem consigo resultados, consequências. Eu escolhi ser feliz, acima de tudo. Isso não significa que tudo na minha vida sejam flores, mas eu aprendi a lidar com os espinhos, adubar a terra, cultivar, cuidar… No fim das contas o que vocês vêem é o meu jardim, mas ele não me veio de presente, todo pronto, fácil assim.
No ano de 2013 tivemos muitas perdas significantes, ao longo da vida fomos perdendo pessoas essenciais… Mas eu prefiro ter certeza de que Deus tem um propósito maior do que minha pequena capacidade de compreensão humana possa decifrar, à sucumbir a dor.
Eu escolho ser casada, por isso vivo regando minha união, lutando para mudar aquilo que julgo prejudicial, combatendo “minhas verdades”, para dar espaço às verdades do outro. Estou aprendendo que não preciso estar sempre certa, que posso pedir desculpas, e mudar de opinião sempre que isso trouxer PAZ. Eu escolhi ser mãe, e por isso preciso saber o que são “Angry Birds”, desenvolver técnicas de “castigo” adequadas aos novos tempos, entender bulling, aprender a abaixar, olhar no olhos, e prestar realmente atenção no que os pequenos dizem. Eu escolhi ser irmã, então meu irmão não é minha versão feminina, não pensa exatamente como eu, mas é meu irmão, a quem eu amo com todo meu coração, e que muitas vezes eu prefiro engolir sapos e palavras, à confronta-lo, e assim afasta-lo de mim. Eu escolhi ser amiga, por isso de vez em quando fecho os olhos, tento deletar momentos egoístas e lembrar das tantas vezes em que fui contemplada com ouvidos atentos e ombros de apoio sincero. Eu escolhi ser filha, na verdade foram eles que me ensinaram a escolher, por isso eu abraço meus pais, e beijo com calor e gratidão, por tudo o que eles me proporcionaram, inclusive pelas poucas vezes que ouvi não como resposta. Tudo foi essencial!
Neste Natal, neste encerramento de mais um ano que se passa, um ano, como disse minha amiga Lu, bem humano: Teve dor, teve perda, teve coisas que não aconteceram como tinham que acontecer, mas houve alegria, sorrisos, festa, abraços, novos laços, projetos, sonhos, cura, pequenos ou grandes passos, um 2013 de altos e baixos, como a vida há de ser. Eu escolho agora dizer-lhes: Muito Obrigada, por todo o tempo que passamos “juntos”, por tudo o que trocamos aqui neste espaço, tão meu, e tão de vocês!
Que o amor de JESUS CRISTO inunde vossos corações! Que a fé na vida aumente, que a vontade de escolher ser o melhor que pudermos ser, sempre nos acometa, e que o melhor sempre esteja por vir! FELIZZZZZ NATAL!
Bjo bjo bjo!


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SEGUNDA-FEIRA BRANCA: BRASIL MOSTRA A TUA CARA!

17 de junho de 2013

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Não deixe a sua indignação trancada no peito. Nação que cala, nação que falha! Eu tenho vergonha da roubalheira deslavada que acontece na minha cidade, no meu estado, no meu país… A cidade inteira quebrada, destruída, comerciantes falidos, falta de planejamento, de cronograma, de organização! O dinheiro escorrendo pelo ralo, indo parar no gargalo do 2014 eleitoral. Copa é circo e política vai ser pão, distribuído em fartura no ano da eleição. Pra que o povo pense que é feliz, enquanto eles passam tinta no nosso nariz! Enquanto aceitarmos, seremos palhaços, no picadeiro da miséria da nação sem transporte, sem moradia, sem saúde e educação!
Eu não entendi o início do protesto, ora bolas, parar a maior cidade do país por um aumento de 0,20 centavos na passagem do “busão”??? Mas não é isso minha gente! Isso é o que se chama de gota d’água, isso é exaustão, isso é vontade de dizer chega! Chega de canalhice na minha cara, chega de corrupção, chega de liga partidária, isso não tem nada a ver com religião. Aqui quem fala é da terra do bolsa falta de educação!
Um país que remunera melhor presidiário que trabalhador, que dá o peixe, porque se “neguinho” aprender a pescar, vai querer logo abrir uma peixaria, e vai sonhar crescer na vida, vai juntar dinheiro pra estudar, vai começar a entender o que sucede no planalto central, vai se indignar, vai falar, vai querer calar, a voz de quem sobe em palanque de quatro em quatro anos pra discursar sobre a moral.
E nem me venha dizer que nunca estivemos melhor! Que mentira mais absurda, esse título de país em desenvolvimento… O Brasil que eu moro é o país do buraco, é o país do assassino Champinha que logo mais sai formado “deliquente-mor”, do “educandário” do menor infrator, para as ruas… A minha rua, a sua rua, a rua do crack! E não é craque de futebol, jogando bola de meia, no campinho de várzea. É o crack com ck, da nação zumbi, que toma conta das grandes-pequenas-cidades e da zona rural. Afinal, tem traficante delivery no país do Carnaval.
Quantos hospitais, creches e escolas caberiam nas contas do “Mané Garrincha”, do “Maracanã”, da nossa “Arena Pantanal”? Eu não sou contra a Copa, eu não sou contra o futebol! Eu sou brasileira, agora sem orgulho e com amor! Eu desejo a moralização da política nacional, eu sou um pequeno grito de INDIGNAÇÃO, pedindo que deixe de ser INDIGNA A MINHA NAÇÃO!
Maysa Leão
#whitemonday #Acordagigante #Brasilmostraatuacara


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